domingo, 20 de maio de 2012

O que você entende por Filosofia da Educação? (D25-5_ED05)


É aquela que possui um saber geral, específico e amplo do conhecimento humano, onde estuda os problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e éticos, à mente, à linguagem, com argumentos racionais e investigativos.
É uma filosofia que se preocupa com o problema da educação por completo, para tentar recuperar o rumo da sociedade de hoje para que haja liberdade com consciência. “Consiste numa reflexão sobre os problemas que a realidade educacional apresenta” (SAVIANI).
A filosofia da educação é um ramo de pensamento que analisa e sistematiza os métodos didáticos, refletindo sobre todos os processos educativos e tendo também função de acompanhar reflexiva e criticamente a atividade educacional.
Através da filosofia da educação os professores desenvolvem novos métodos de ensino, novos processos de aprendizados para que os alunos se sintam mais estimulados no seu dia-a-dia escolar e consigam se desenvolverem mutuamente em seus processos éticos e morais. Tendo função de acompanhar reflexiva e criticamente a atividade educacional.
A Filosofia por estar presente no nosso dia-a-dia, em nossa própria vivência, contribui muito para nosso conhecimento pessoal e interpessoal. O conhecimento filosófico é a mais alta expressão da necessidade de saber, assim nos auxilia na educação fazendo com que possamos desenvolver o ensino, a aprendizagem e a formação do ser.
A educação por si só não soluciona os problemas, mas ajuda a compreendê-los, o que já é um passo para superá-los e transformar a realidade vinculando o conhecimento à ação. Educação e Filosofia estão relacionadas e juntas para procurar dar sentido e finalidade à realidade educacional.

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Referências:

Material Didático: JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação.

O mito da caverna




Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior. A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros – no exterior, portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com de seres humanos, animais e todas as coisas.

Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam. Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é que reina na caverna.

Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria. Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.

Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los. Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.

 

Referência: 
Material Didático: JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação.