Racionalismo (Descartes 1596-1650)
É uma corrente filosófica central no pensamento liberal que se iniciou com o raciocínio (operação mental, discursiva e lógica) que se ocupava no procurar, estabelecer e propor caminho em busca de determinados fins.
Descartes defendia a tese da razão (pois a dúvida era o primeiro passo para se chegar ao conhecimento), onde para ele a razão era o centro de tudo, pois só se conhece a realidade exterior através da razão e que a melhor ocupação é cultivar a razão, portanto o conhecimento da realidade é construído a partir das ideias e princípios que são inatos à razão e esta é autossuficiente para obtenção de conhecimentos sobre a realidade.
Para o racionalismo as diferentes ciências são apenas manifestações de um saber único (a razão humana é única e tem um único modo de proceder).
Descartes era um racionalista dedutivo e intuitivo, que teve grande influência na fundação da filosofia moderna com o cogito (eu penso, logo existo), na física (óptica), fundador do mecanismo, na matemática possui imensas influências como no ramo da geometria analítica (plano cartesiano) em sua homenagem.
René Descartes foi um marco importante para a inauguração do racionalismo da Idade Moderna.
O Empirismo (Francis Bacon, John Locke, David Hume)
Empirismo na filosofia é um movimento no qual se acreditava que as experiências eram as únicas e principais formadoras das ideias, não acreditavam na noção de ideias inatas, era uma sabedoria adquirida pelas percepções fixadas na mente, pois para John Locke a mente se originava vazia e ia adquirindo o conhecimento, através de sensações, pois todo o processo do conhecer, do saber e do agir era aprendido pela “experiência”, por meio das tentativas e erros.
O Empirismo era uma corrente filosófica oposta ao da corrente filosófica do racionalismo.
O filósofo empirista Francis Bacon foi quem elaborou métodos sistematizados nas várias experiências das impressões dos sentidos dando uma ciência sistematizada e útil ao homem.
O Empirismo defende duas fontes básicas do processo do conhecimento humano: percepção do mundo externo (atenção) e o exame interno da nossa atividade mental (reflexão).
Criticismo Kantiano (Immanuel Kant)
Era uma crítica da razão.
É uma denominação que preconiza a investigação dos fundamentos do conhecimento como condição para toda e qualquer reflexão filosófica, ela investiga as categorias ou formas a priori do entendimento.
O Criticismo nega que os pensamentos venham de nós e nega que o conhecimento venha dos sentidos, ele acreditava na tese da crítica da razão pura (razão cognitiva), na qual Kant desenvolveu sua concepção da filosofia transcendental.
Kant acreditava que o conhecimento só acontecia quando a matéria da experiência era transformada numa unidade por nossa sensibilidade a priori de tempo e espaço.
Essa corrente também conhecida como iluminismo fundamenta-se num pensamento metafísico de caráter cético, instaurando-se uma única maneira de repensar as questões próprias à metafísica.
Referências:
Material didático:
JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação.
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